Tantra

Tantra é uma filosofia hindu muito antiga, um dos ramos da filosofia védica, que ao contrário das restantes tradições védicas, vê o corpo humano não como um obstáculo mas como um meio para o conhecimento.

Em geral as tradições religiosas professam que as aspirações espirituais implicam a ausência de prazeres mundanos, o que acaba por transformar a prática espiritual numa infinita luta interna.
O não se limita à sexualidade. Mais que qualquer outra coisa, o é uma atitude espiritual interior. De modo, a entendê-lo e então praticá-lo sabiamente, é necessário abertura de espírito, inteligência e coragem.

O está directamente orientado para a verdade e não se perde em formalismos estéreis que protegem e ampliam o labirinto sem sentido do ego. Por essa razão, sabendo muito bem que “a verdade assusta o pervertido ou o ignorante”, podemos perceber que, muitas vezes, em torno dos ensinamentos do se teceram lendas e mitos que tendem a afastar o candidato superficial do seu verdadeiro caminho.

No panorama do sistema espiritual que genericamente chamamos de “”, a física e a metafísica – a ciência e a espiritualidade – não podem continuar separadas, mas são unidas numa síntese ousada e profunda que traz tudo o que é valioso – de cada uma delas – à luz do conhecimento directo.

O tem como uma das suas mais importantes manifestações o culto de Shiva e Shakti, que são respectivamente os princípios da energia activa masculina -Shiva, e da força passiva/receptiva feminina – Shakti (conhecida também como Kali, Durga, Parvati).

O princípio masculino e feminino são assim a base de uma filosofia e de uma prática que aumenta o senso de respeito e de amor entre homem e mulher: para o homem, a mulher é a manifestação viva da própria divindade e, como tal, ela deve ser reverenciada e amada. A atitude recíproca por parte da mulher, é verdadeira, pois ela desenvolve um sentimento equivalente em relação ao homem, reverenciando o princípio da energia masculina no homem.

Todos esses ensinamentos estão abertos a qualquer um que queira estudá-los e praticá-los. As experiências advindas dessa prática são denominadas “caminhos espirituais comuns”.

 

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